Escolher calçados de segurança certos na construção civil evita acidentes comuns como quedas de objetos, perfurações por pregos e escorregões em piso molhado. Além de seguir as normas, a decisão precisa considerar o risco real de cada tarefa, a aderência do solado e o conforto para jornadas longas.
Ao longo deste guia você verá os 5 tipos essenciais para obra, entenderá as diferenças entre S1, S1P, S2 e S3, aprenderá a selecionar modelos para eletricista segundo a NR-10, e ainda levará um checklist prático para comprar com CA válido e manter os calçados em boas condições.
Quais são os 5 tipos de calçados de segurança essenciais na construção civil?
São aqueles que oferecem proteção contra impacto, perfuração, choques elétricos, escorregões e agentes externos como água e produtos químicos leves.
Assim, cada modelo atende a riscos específicos e deve ser utilizado de acordo com a atividade desempenhada no canteiro de obras. Portanto, quando o profissional está calçado corretamente, ele reduz o risco de afastamentos e garante maior confiança para executar suas tarefas.
1- Bota com biqueira de proteção: aço ou composite para impacto e compressão
A bota com biqueira de proteção é o calçado mais reconhecido em canteiros de obra. Desse modo, sua principal função é absorver impactos de até 200 joules, evitando lesões causadas por ferramentas ou materiais que caem sobre os pés.
Modelos com biqueira de aço são mais tradicionais, enquanto as biqueiras de composite oferecem leveza e conforto térmico. Em ambientes quentes, como pisos de concreto recém-lançados, a versão proporciona menos aquecimento.
2- Calçado com palmilha antiperfuro: proteção contra pregos e vergalhões (S1P/S3)
Outro tipo indispensável é o calçado com palmilha antiperfuro, desenvolvido para impedir que objetos pontiagudos, como pregos, vergalhões ou cacos de vidro, perfurem a sola.
Dessa forma, essa proteção é essencial em áreas de alvenaria e carpintaria, onde sobram resíduos no chão. Portanto, classificações como S1P ou S3 indicam a presença da palmilha metálica ou não metálica, que cobre toda a planta do pé e resiste à pressão exercida por pontas afiadas.
3- Calçado isolante elétrico para eletricista: classe e limitações de uso
O calçado isolante elétrico protege contra choques em atividades de eletricista, seguindo normas específicas como a NR-10. Então, esses calçados são testados em laboratório e suportam tensões definidas pela sua classe, mas sempre exigem uso combinado com luvas e demais EPIs.
É importante lembrar que não podem ser confundidos com calçados ESD, que apenas dissipam eletricidade estática.
4- Calçado antiderrapante e resistente a óleo: pisos molhados, graxa e concreto (SRC)
Nas áreas onde há presença de água, óleo ou graxa, o calçado antiderrapante SRC é essencial. Assim, essa classificação combina os ensaios SRA e SRB, garantindo aderência em pisos cerâmicos e metálicos.
Trabalhadores em áreas de concretagem, pintura ou manutenção utilizam esse modelo para evitar escorregões que podem gerar fraturas e afastamentos.
5- Bota impermeável em PVC/PU: obra úmida, lama e agentes químicos leves
Por fim, a bota impermeável de PVC ou PU é necessária em tarefas de contato constante com lama, água ou agentes químicos leves. Além de proteger contra líquidos, também facilita a higienização após a jornada.
Desse modo, é bastante usada em fundações, onde a obra permanece encharcada, e em atividades com argamassa úmida.
Conforme a variedade de riscos, cada trabalhador precisa ter acesso ao modelo certo para a sua função. Portanto, para destacar os pontos-chave, veja abaixo os 5 tipos resumidos:
- Bota com biqueira de aço ou composite: proteção contra impacto e compressão;
- Calçado com palmilha antiperfuro (S1P/S3): evita perfuração por objetos pontiagudos;
- Calçado isolante elétrico: proteção em atividades de eletricista;
- Calçado antiderrapante (SRC): maior aderência em pisos escorregadios;
- Bota impermeável em PVC/PU: proteção em ambientes molhados ou com produtos químicos leves.

Como escolher EPI calçados de segurança por risco de tarefa na obra?
A escolha depende diretamente do risco associado a cada tarefa. Então, em atividades de carpintaria, a prioridade é evitar perfurações; já em serviços de elétrica, a proteção contra choques é essencial. Assim, a decisão correta exige mapear previamente todos os perigos presentes no ambiente de trabalho.
Mapeamento de perigos: impacto, perfuração, escorregamento, eletricidade e química
O mapeamento de riscos é a base para a seleção. Dessa forma, ele deve incluir fatores como impacto de objetos, risco de pisar em pregos, escorregar em superfícies molhadas, sofrer descargas elétricas ou ter contato com agentes químicos.
Empresas que adotam essa prática conseguem reduzir significativamente o índice de acidentes.
Matriz rápida de decisão por atividade: alvenaria, carpintaria, elétrica e acabamento
Criar uma matriz de decisão simplifica a escolha. Para a alvenaria, por exemplo, a prioridade é calçado antiperfuro. No entanto, para acabamento em áreas úmidas, a exigência é antiderrapante.
No caso de eletricistas, a isolação elétrica é obrigatória. Essa sistematização facilita a compra e a distribuição correta dos EPIs.
Qual é a diferença entre S1, S1P, S2 e S3 nos calçados de segurança?
As siglas S1, S1P, S2 e S3 identificam requisitos técnicos dos calçados de segurança e ajudam a entender qual modelo atende a cada situação.
Em resumo, essa classificação segue a norma ABNT NBR ISO 20345, que padroniza características como resistência ao impacto, permeabilidade e antiderrapância.
Requisitos básicos e adicionais na ABNT NBR ISO 20345
Os calçados classificados como S1 têm biqueira com resistência a 200 joules, absorção de energia no calcanhar e resistência a hidrocarbonetos.
Desse modo, o S1P adiciona palmilha antiperfuro, enquanto o S2 inclui resistência à penetração de água. Além disso, o S3 reúne todas essas características, tornando-se o mais completo para obras complexas.

O que torna calçados de segurança confortáveis para longas jornadas?
O conforto depende de fatores como peso, ergonomia e absorção de impacto. Portanto, quando o trabalhador passa 8 a 12 horas de pé, um modelo desconfortável pode gerar dores crônicas e até afastamentos médicos.
Peso, respirabilidade e absorção de impacto: composite, PU bidensidade e palmilha
Calçados com biqueira de composite são mais leves, reduzindo a fadiga muscular. A entressola em PU bidensidade melhora a absorção de impacto, enquanto palmilhas anatômicas aumentam a respirabilidade. Então, esses fatores somados fazem diferença no fim da jornada.
Ergonomia e numeração: forma, ajuste e controle de umidade interna
A ergonomia envolve ajuste adequado, numeração correta e materiais que evitam acúmulo de umidade. Desse modo, um calçado mal ajustado causa bolhas, calos e dores lombares. Por isso, o conforto deve ser considerado tão importante quanto a proteção.
O que mais saber sobre calçados de segurança?
Veja outras dúvidas sobre o tema.
O que significam S1, S1P, S2 e S3 nos calçados de segurança?
São classes da ABNT NBR ISO 20345 que combinam requisitos como biqueira 200 J, absorção de energia no calcanhar, resistência a óleo/combustível, permeabilidade à água e, no caso do S1P/S3, camada antiperfuro sob a palmilha.
Calçado ESD protege contra choque elétrico em serviços de eletricista?
ESD dissipa eletricidade estática para proteger componentes eletrônicos. No entanto, o calçado isolante elétrico é projetado para isolar o usuário em determinadas tensões e condições de ensaio, seguindo requisitos específicos e restrições de uso.
Biqueira de aço ou de composite: qual escolher para a obra?
As duas atendem ao impacto de 200 J; o composite costuma ser mais leve, não condutor e termicamente mais confortável, enquanto o aço é tradicional, robusto e geralmente mais acessível. Assim, a decisão envolve peso, conforto térmico e ambientes com detectores metálicos.
Palmilha antiperfuro pode ser substituída quando danificada?
Pode, mas somente por componente equivalente ao original e certificado, mantendo a cobertura integral da planta do pé. Desse modo, danos, dobras permanentes ou perda de rigidez indicam a troca imediata para não comprometer a proteção.
SRC é obrigatório em piso molhado com óleo?
Para pisos com água e óleo, o melhor desempenho é SRC (que combina ensaios SRA e SRB). Além disso, em canteiros com concreto fresco, lama e graxa, priorize solado com composto e desenho testados para essas condições.
Resumo desse artigo sobre calçados de segurança
- Os 5 tipos de calçados de segurança protegem contra impacto, perfuração, eletricidade, escorregões e umidade;
- A escolha deve ser feita com base nos riscos de cada tarefa e atividade;
- As siglas S1, S1P, S2 e S3 indicam requisitos técnicos da norma ABNT NBR ISO 20345;
- Conforto é tão importante quanto proteção, influenciando saúde e produtividade;
- Manutenção correta aumenta a vida útil e reduz a chance de acidentes na obra.



















