Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT): o que é e por que é importante?

Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT): o que é e por que é importante?
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A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento essencial para registrar formalmente acidentes ou doenças ocupacionais, assegurando, assim, os direitos do trabalhador e os deveres do empregador. 

O que é a CAT e para que serve?

É um documento obrigatório que formaliza o registro de um acidente de trabalho, doença ocupacional ou acidente de trajeto envolvendo um trabalhador. 

Esse registro assegura que o trabalhador tenha acesso aos direitos garantidos pela legislação trabalhista e previdenciária, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e estabilidade no emprego após o retorno ao trabalho. 

Por fim a CAT protege tanto o trabalhador quanto o empregador, pois cumpre exigências legais e previne possíveis sanções.

Diferentes tipos de ocorrências que exigem a emissão da CAT

Existem três principais tipos de ocorrências que demandam a emissão desse documento:

  1. Acidente de trabalho típico: ocorre no local de trabalho durante o expediente;
  2. Doença ocupacional: condição causada ou agravada pela atividade desempenhada;
  3. Acidente de trajeto: incidente que ocorre no caminho entre a residência do trabalhador e o local de trabalho.

Cada tipo exige o preenchimento detalhado dele, proporcionando uma base sólida para o reconhecimento e, ainda mais, a proteção dos direitos do colaborador.

Quem deve emitir a CAT?

A responsabilidade de emitir recai principalmente sobre o empregador, que deve efetuar o registro no momento em que o acidente ou a doença é identificado. 

Ademais, em casos de omissão do empregador, o trabalhador ou outras entidades podem realizar a emissão, conforme estabelecido em lei.

Responsabilidade do empregador

O empregador deve realizar a emissão no prazo de 24 horas após o conhecimento do acidente ou do diagnóstico de uma doença ocupacional. 

Essa responsabilidade é obrigatória, independente do grau de gravidade, e o descumprimento acarreta multas e penalidades.

Outras entidades autorizadas a emitir a CAT

Caso o empregador não cumpra sua obrigação, o próprio trabalhador, seus familiares, o sindicato ou até mesmo o médico responsável pelo atendimento podem emitir. 

Por fim, essa alternativa garante, então, que o trabalhador tenha seus direitos protegidos mesmo diante de possíveis omissões.

Grupo de 15 profissionais em evento de segurança do trabalho com balões de CAT, Sipat e Seu Futuro.
A CAT é um direito do trabalhador, mas sua comunicação prévia pode preservar a confiança com a empresa.

Quais são os benefícios garantidos ao trabalhador com a CAT?

A emissão desse documento ativa diversos benefícios para o trabalhador, incluindo segurança financeira e estabilidade. Assim, entre os principais direitos garantidos estão a estabilidade no emprego e o auxílio-doença.

Estabilidade no emprego após retorno ao trabalho

A CAT assegura ao trabalhador uma estabilidade mínima de 12 meses após seu retorno ao trabalho. Portanto, esse período de estabilidade protege o colaborador de demissões, bem como, as rescisões sem justa causa. Portanto, proporcionando segurança para retomar suas atividades.

Auxílio-doença e outros benefícios previdenciários

Quando o trabalhador precisa se afastar por mais de 15 dias, ele tem direito ao auxílio-doença acidentário fornecido pelo INSS. Dessa forma, este benefício é fundamental para garantir suporte financeiro durante o período de afastamento.

Direito à aposentadoria por invalidez em casos graves

Em casos mais graves, onde o trabalhador fica permanentemente incapacitado, a CAT assegura o direito à aposentadoria por invalidez. Assim, esse benefício garante um suporte financeiro vitalício ao colaborador.

Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT): o que é e por que é importante?
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento essencial para registrar formalmente acidentes ou doenças ocupacionais.

Como a CAT protege o trabalhador em acidentes de trajeto?

Os acidentes de trajeto, aqueles que ocorrem entre a residência e o local de trabalho, também são cobertos pela CAT. 

Esse documento assegura que o trabalhador receba assistência caso sofra um acidente no caminho, desde que a situação esteja conforme os parâmetros estabelecidos pelo INSS.

Um acidente de trajeto é definido como qualquer incidente ocorrido no percurso habitual entre a residência e o local de trabalho do trabalhador. 

Por fim, essa proteção é legalmente assegurada e o empregador é responsável por registrar a ocorrência, garantindo, portanto, todos os direitos ao trabalhador.

Procedimentos para assegurar os direitos após um acidente de trajeto

Para garantir seus direitos após um acidente de trajeto, o trabalhador deve informar o incidente imediatamente ao empregador. Além disso, manter registros do ocorrido e, se possível, obter atestados médicos são medidas importantes.

Quais são os passos para preencher e emitir a CAT?

Para preencher e emitir a CAT, é necessário seguir um processo detalhado que inclui informações essenciais sobre o trabalhador, o acidente e o empregador. Então, o procedimento pode ser feito online ou presencialmente.

Informações obrigatórias no preenchimento

O formulário exige dados como:

  1. Nome e CPF do trabalhador;
  2. Data e local do acidente;
  3. Descrição detalhada do ocorrido.

Essas informações são fundamentais para que o INSS avalie o caso e, dessa forma, conceda os benefícios necessários.

Procedimento online versus presencial no INSS

Ela pode ser emitida diretamente pelo portal do INSS, facilitando o processo para empresas e trabalhadores. Além disso, alternativamente, é possível preencher o formulário e comparecer a uma unidade do INSS para formalizar o registro.

Quando abrir a CAT pode resultar em demissão?

Abrir a CAT pode gerar desconfiança por parte de alguns empregadores quando há falta de diálogo prévio. Em muitos casos, o gestor interpreta a emissão como falta de comprometimento ou mudança de postura do colaborador. 

Contudo, a legislação assegura que a comunicação de acidente não é motivo para dispensa. Portanto, empregadores que demitem com base neste evento podem sofrer ações trabalhistas por dispensa discriminatória.

Antes de tomar qualquer decisão, considere os fatores que influenciam a relação entre CAT e desligamento:

  • contexto do acidente: gravidade, culpa e circunstâncias específicas;
  • histórico do colaborador: desempenho, advertências prévias e tempo de empresa;
  • procedimentos internos: políticas de segurança, investigação de causas e protocolos de retorno;
  • assessoria jurídica: atuação do sindicato e orientação do advogado trabalhista.

Impactos disciplinares e legais

Diferente do que muitos pensam, de que quando abre CAT pode ser mandado embora, a verdade é que o registro abre uma série de garantias legais, inclusive estabilidade provisória. 

Assim, qualquer medida punitiva precisa ser muito bem fundamentada para não configurar discriminação. Além disso, empresas sem políticas claras de segurança podem ser responsabilizadas civil e criminalmente em caso de demissão indevida.

Quem abre a CAT tem estabilidade no emprego?

A emissão da CAT garante estabilidade provisória de, no mínimo, 12 meses após a retomada das atividades. Esse direito impede a dispensa sem justa causa durante o período de estabilidade, conferindo segurança ao trabalhador vulnerável.

Portanto, quem abre a CAT conta com respaldo legal para manter o vínculo empregatício enquanto recupera saúde e adaptabilidade profissional.

Estabilidade provisória e prazos legais

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece a estabilidade de 12 meses após alta médica, desde que o acidente esteja corretamente comunicado. 

Ademais, o artigo 118 da Lei 8.213/91 prevê que dispensa nessa fase é nula, assegurando reintegração e pagamento de salários retroativos.

A CAT é obrigatória para todo tipo de acidente de trabalho?

Emitir a CAT é obrigatório em qualquer evento que configure acidente de trabalho, seja típico, de trajeto ou doença ocupacional. Dessa forma, acidentes de percurso, lesões por esforço repetitivo e doenças audiológicas requerem o registro formal. 

Logo, a comunicação amplia a proteção previdenciária e facilita a comprovação de nexo causal. Antes de deixar de registrar, leve em conta as principais ocorrências que exigem CAT:

  • acidente típico: evento súbito durante jornada de trabalho;
  • acidente de trajeto: ocorrências no deslocamento casa-trabalho e vice-versa;
  • doença ocupacional: enfermidades causadas por agentes presentes no ambiente laboral;
  • por fim, a reabertura de CAT: quando surgem complicações posteriores ou novas sequelas.
Instrutor em terno vermelho ensinando grupo de trabalhadores sobre segurança em evento da CAT.
Não emitir a CAT em casos como LER ou acidente de percurso descumpre a lei e prejudica direitos trabalhistas.

Quais são os tipos de CAT e suas finalidades?

Existem quatro tipos de CAT trabalho, cada qual com finalidade específica para atender diferentes necessidades de comunicação. Assim, tanto o empregador quanto médicos, segurados e dependentes podem iniciar o registro de acidentes ou agravos. 

Dessa forma, a divisão por tipos facilita estatísticas, planejamento de prevenção e controle de benefícios.

Tipos de CAT

  • CAT Inicial: comunicação primária do acidente;
  • CAT Aditiva: inclui dados complementares ou correções;
  • CAT Comunicação de Óbito: destinada a casos fatais;
  • CAT Reabertura: usada para registrar sequelas ou agravos posteriores.

Aplicações práticas de cada tip

Enquanto a CAT Inicial é fundamental para obter auxílio-doença precoce, a Aditiva corrige erros ou amplia informações. Já a Comunicação de Óbito aciona pensão por morte. Por fim, a Reabertura garante cobertura de sequelas não previstas inicialmente.

O empregador deve emitir a CAT acidentes de trabalho em até 24 horas após tomar conhecimento do acidente. Cumprido esse prazo, o trabalhador garante o acesso imediato a benefícios previdenciários, evitando interrupções de renda. 

Portanto, o atraso na emissão pode resultar em multas administrativas e no pagamento de indenizações suplementares.

Penalidades e boas práticas

Conforme a Portaria MPS nº 761/2015, o não cumprimento do prazo atrai multas que variam conforme o número de empregados. Por isso, manter sistema de gestão de ocorrências e treinamentos periódicos reduz riscos de descumprimento.

O que acontece se a CAT não for emitida?

Quando a CAT não é emitida, o trabalhador enfrenta dificuldades para comprovar o acidente e obter benefícios. Além disso, o empregador fica sujeito a autuações do Ministério do Trabalho e ações judiciais movidas por danos morais e materiais. 

Em última instância, pode haver condenação ao pagamento de todos os valores devidos retroativamente. Antes de seguir sem registrar, observe estas consequências:

  • perda de direitos previdenciários, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez;
  • multas administrativas e penalidades aplicadas aos responsáveis;
  • indenizações por danos morais e materiais decorrentes da omissão;
  • prejuízo à imagem da empresa e risco de ações coletivas;

Recomendações para evitar omissões

Implantar canal de comunicação anônima e treinar lideranças para identificação precoce de acidentes são medidas eficazes. Dessa forma, empresas evitam litígios e promovem cultura de segurança genuína.

Reabertura da CAT: quando e por que é necessária?

A reabertura da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) é necessária quando surgem novos elementos, agravamento da lesão ou sequelas não identificadas no registro inicial. 

Muitas vezes, um acidente parece simples no início, mas com o tempo pode gerar complicações que afetam a capacidade de trabalho do empregado. 

Essa etapa garante que os direitos trabalhistas e previdenciários do trabalhador sejam resguardados, mesmo meses ou anos após o acidente.

Em situações comuns, a reabertura é solicitada quando o empregado apresenta piora no quadro clínico, quando há necessidade de afastamentos prolongados ou até em casos em que o INSS solicita novas comprovações. 

Dessa forma, o documento funciona como um reforço legal e administrativo, assegurando que o acidente de trabalho seja corretamente acompanhado em todas as fases do processo de saúde do trabalhador.

Para facilitar a compreensão, veja alguns dos casos práticos em que a reabertura da CAT se mostra essencial:

  • Agravamento da lesão ou surgimento de sequelas.
  • Necessidade de tratamento contínuo ou novas cirurgias.
  • Conflitos em perícias médicas ou solicitações do INSS.
  • Falhas ou omissões na CAT inicial.
  • Reconhecimento de nexo causal apenas após exames posteriores.

Como funciona o processo de reabertura da CAT?

O processo de reabertura da CAT é realizado por meio de um novo formulário eletrônico ou físico, que deve ser preenchido pela empresa, pelo próprio trabalhador ou até pelo sindicato. 

É importante que a nova comunicação apresente informações detalhadas sobre o motivo da reabertura, incluindo laudos médicos, relatórios de evolução clínica e documentos que comprovem a necessidade de nova análise.

Embora pareça um procedimento burocrático, a reabertura é fundamental para que o INSS compreenda a evolução do caso. 

Muitos trabalhadores não entendem que o acidente de trabalho não se limita apenas ao momento do ocorrido, mas se estende por toda a evolução da saúde ocupacional. Com isso, a reabertura é a ponte entre a condição clínica real e o reconhecimento administrativo.

Exemplos de situações de reabertura da CAT

Alguns exemplos ajudam a entender a importância prática desse recurso. Um trabalhador que sofreu uma fratura pode ter a CAT encerrada após o tratamento inicial, mas se meses depois desenvolver limitações motoras, será preciso reabrir o documento. 

Da mesma forma, um empregado que sofreu intoxicação química pode não apresentar sintomas imediatos, mas anos depois descobrir complicações pulmonares relacionadas ao acidente. A reabertura garante que esses cenários não fiquem desamparados.

Quais os principais desafios da reabertura da CAT?

O principal desafio na reabertura da CAT está na comprovação da necessidade, já que muitas vezes o INSS exige documentação robusta para validar o novo pedido. 

Médicos peritos podem questionar a relação entre o acidente inicial e o problema atual, o que torna essencial a apresentação de laudos claros e consistentes. Essa barreira gera insegurança para o trabalhador que depende do benefício para manter sua renda.

Outro desafio comum é o desconhecimento por parte das empresas, que acreditam que a CAT é um processo único e encerrado no momento do acidente. 

No entanto, a legislação prevê a reabertura justamente porque muitos casos evoluem de forma inesperada. Esse desconhecimento pode atrasar processos, gerar recursos administrativos e até conflitos jurídicos.

Para superar esses obstáculos, o trabalhador e a empresa precisam ter clareza sobre os direitos e obrigações. Veja algumas orientações fundamentais:

  1. Solicitar acompanhamento médico regular e manter prontuários atualizados.
  2. Registrar qualquer alteração clínica que possa estar relacionada ao acidente.
  3. Consultar advogados ou sindicatos em caso de resistência da empresa.
  4. Organizar todos os documentos que comprovem o agravamento do quadro.
  5. Evitar atrasos, já que a demora pode dificultar a vinculação com a ocorrência original

Qual o papel do INSS na análise da reabertura?

O INSS tem papel central, pois é a instituição responsável por avaliar os pedidos de benefício e validar a reabertura da CAT. Suas perícias médicas verificam se há relação entre o acidente anterior e as novas complicações. 

Embora o processo nem sempre seja rápido, ele garante que apenas casos devidamente fundamentados recebam reconhecimento, evitando fraudes.

Ao mesmo tempo, a análise do INSS muitas vezes exige complementações, laudos adicionais e até novas perícias. Isso pode causar frustração ao trabalhador, que se vê obrigado a justificar várias vezes a mesma situação. 

Contudo, essa rigidez tem a função de equilibrar os direitos trabalhistas com a sustentabilidade do sistema previdenciário.

Um homem sorrindo, usando óculos de sol, um boné de segurança e uma camiseta com a inscrição "Patrulha". Ele está em um armazém com prateleiras e caixas ao fundo, e uma plateia o aplaude. A imagem representa uma palestra ou evento sobre a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).
A reabertura da CAT impacta o trabalhador com esperança e ansiedade, e a empresa com reorganização e substituição de mão de obra.

Como a CAT se relaciona com o Fator Acidentário de Prevenção (FAP)?

A CAT e o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) estão diretamente conectados, pois a abertura e reabertura do documento influenciam nos cálculos que determinam o valor da contribuição da empresa para o Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). 

Ou seja, quanto maior o número de acidentes e registros de CAT, maior o impacto no índice que define os custos para a empresa.

Esse mecanismo funciona como um estímulo para que as empresas invistam em segurança do trabalho. Quando a organização reduz a quantidade de acidentes, consegue diminuir o valor do FAP e, consequentemente, paga menos contribuições. 

Por outro lado, quando ocorrem muitos registros de CAT, especialmente reaberturas por complicações não previstas, o índice pode aumentar e gerar despesas extras.

Como o FAP impacta financeiramente as empresas?

O FAP é calculado anualmente e varia de acordo com o histórico de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. 

Empresas que apresentam altos índices de CAT e reaberturas pagam mais caro, enquanto aquelas que conseguem manter um ambiente seguro têm a chance de reduzir seus custos. 

Isso cria um efeito em cadeia: quanto mais prevenção, menos registros e, portanto, menor impacto financeiro.

Imagine, por exemplo, uma empresa que registrou dez acidentes em um ano e precisou reabrir cinco CATs por agravamento de casos. 

Nesse cenário, o FAP dessa organização será significativamente maior, resultando em custos previdenciários que podem comprometer o orçamento. 

Em contrapartida, outra empresa que mantém ações preventivas pode reduzir seu índice e ganhar competitividade no mercado.

Quais medidas ajudam a reduzir impactos do FAP?

Algumas medidas práticas podem auxiliar as empresas a manterem o FAP sob controle:

  • investimento em treinamentos periódicos de segurança;
  • inspeções regulares de equipamentos e ambientes;
  • programas de saúde ocupacional com acompanhamento médico;
  • campanhas internas de conscientização dos colaboradores;
  • adoção de tecnologias que minimizem riscos.

Como evitar a necessidade de reabertura da CAT?

A melhor forma de evitar a reabertura da CAT Comunicação de Acidente de Trabalho é investir em diagnóstico correto e detalhado já no primeiro registro. 

Muitas empresas falham ao fornecer informações incompletas, o que leva à necessidade de novos processos. Por isso, cada detalhe clínico, circunstancial e técnico deve ser descrito com clareza no documento inicial.

Outra medida preventiva é o acompanhamento contínuo do trabalhador acidentado. Quando a empresa mantém contato próximo, realiza exames periódicos e oferece suporte médico, consegue detectar problemas de forma precoce e agir antes que o quadro se agrave. 

Isso reduz a probabilidade de uma reabertura, ao mesmo tempo que reforça a imagem da empresa como responsável e cuidadosa.

Qual o papel do RH e do SESMT na prevenção?

O setor de Recursos Humanos, junto com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), é responsável por orientar, treinar e acompanhar os colaboradores. 

Seu papel é estratégico, pois conecta as informações clínicas ao contexto administrativo. Quando bem alinhados, esses setores conseguem registrar acidentes de forma precisa, apoiar o trabalhador e reduzir riscos de novos eventos.

Além disso, a integração entre RH e SESMT garante que as empresas estejam em conformidade com a legislação, evitando multas e litígios. 

A prevenção, nesse caso, vai além do cuidado com a saúde, abrangendo também a proteção jurídica e financeira da organização.

Quais os impactos da reabertura da CAT?

Os impactos humanos da reabertura da Comunicação de Acidente de Trabalho CAT são profundos, pois envolvem tanto a vida do trabalhador quanto a dinâmica dentro da empresa. 

Para o empregado, o processo pode representar esperança de garantir direitos, mas também ansiedade diante das incertezas do INSS. Para a empresa, a situação exige reorganização de tarefas e, muitas vezes, substituição temporária de mão de obra.

Em muitos casos, o trabalhador se sente inseguro e desvalorizado quando precisa lutar pelo reconhecimento do acidente. 

Esse aspecto emocional influencia diretamente na recuperação, prolongando afastamentos e prejudicando a reintegração ao ambiente de trabalho. Por isso, é fundamental que tanto empresas quanto órgãos previdenciários tratem a reabertura com sensibilidade e respeito.

Como apoiar o trabalhador nesse processo?

O apoio deve ser multidimensional, envolvendo acompanhamento psicológico, suporte jurídico e comunicação transparente com a empresa. Além disso, explicando ao trabalhador sobre como funciona a Comunicação de Acidente de Trabalho dentro da empresa.

Quando o trabalhador percebe que não está sozinho, enfrenta o processo de forma mais confiante e encontra forças para seguir o tratamento. Essa postura contribui para a recuperação mais rápida e para o fortalecimento do vínculo entre empregado e empregador.

Além disso, empresas que demonstram empatia nesses casos tendem a conquistar maior engajamento dos colaboradores, que se sentem valorizados e protegidos. 

Esse cuidado humano é tão importante quanto o cumprimento das exigências legais, já que promove um ambiente organizacional mais saudável.

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O que saber mais sobre CAT?

Confira outras dúvidas sobre o tema.

Quem pode emitir a CAT além do empregador?

Além do empregador, o próprio trabalhador, familiares, sindicato ou médico responsável podem emitir o documento para assegurar os direitos trabalhistas.

Em quanto tempo o empregador deve emitir a CAT após o acidente?

O empregador tem até 24 horas após o conhecimento do acidente para emitir, garantindo, então, o registro e a proteção do trabalhador.

A CAT é obrigatória para acidentes de trajeto?

Ela deve ser emitida para acidentes de trajeto, garantindo, assim, os benefícios e a proteção legal ao trabalhador.

Quais documentos são necessários para preencher a CAT?

São necessários dados pessoais do trabalhador, informações do empregador e, além disso, detalhes sobre o acidente, incluindo data, local e tipo de lesão.

O que acontece se o empregador se recusar a emitir a CAT?

Caso o empregador se recuse, o trabalhador pode solicitar a emissão junto ao sindicato, familiares, ou até mesmo o médico responsável, para garantir seus direitos.

Como reabrir a CAT em caso de necessidade de correção?

Para reabrir a CAT, o interessado deve apresentar nova documentação médica e solicitar o formulário correspondente no INSS, informando os códigos de reabertura.

Quem pode solicitar a CAT quando o empregador não o faz?

O próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato ou o médico responsável pode iniciar o procedimento online, ou presencialmente.

Qual a diferença entre CAT e CIAT?

A CAT refere-se à Comunicação de Acidente de Trabalho, enquanto a CIAT é um canal específico de denúncia de ações antissindicais junto ao Ministério Público do Trabalho.

Como consultar o status da CAT após o envio?

Acompanhar o andamento pelo portal Meu INSS, utilizando login e senha, ou comparecer a uma agência para verificação de pendências.

Quais documentos comprobatórios devem acompanhar a CAT?

São necessários atestados médicos, Boletim de Ocorrência (caso aplicável), laudo pericial e exames que comprovem o nexo causal.

Resumo desse artigo sobre CAT

  • A CAT não pode ser motivo de demissão e garante direitos legais ao trabalhador.
  • Quem abre a CAT adquire estabilidade provisória de 12 meses após alta médica.
  • A comunicação é obrigatória para acidentes típicos, de trajeto e doenças ocupacionais.
  • Existem quatro tipos de CAT: Inicial, Aditiva, Comunicação de Óbito e Reabertura.
  • O não registro da CAT acarreta perda de benefícios, multas e risco de ações judiciais.
  • A reabertura da CAT é essencial em casos de agravamento da lesão, sequelas ou falhas na comunicação inicial.
  • O processo exige documentação robusta, especialmente laudos médicos e relatórios clínicos.
  • O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é impactado diretamente pelos registros de CAT e suas reaberturas.
  • Investir em prevenção e acompanhamento reduz a necessidade de reabertura e minimiza custos.
  • O apoio humano e psicológico ao trabalhador é tão importante quanto o aspecto legal e financeiro.
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