NR 26 atualizada: guia completo sobre sinalização de segurança

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A NR 26 estabelece medidas de sinalização e identificação de segurança que devem ser adotadas nos locais de trabalho. Na prática, ela atua em duas frentes principais: a comunicação por cores e a identificação dos perigos relacionados aos produtos químicos utilizados nas atividades profissionais.

A redação oficial vigente está consolidada na NR 26 atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e foi dada pela Portaria MTP nº 2.770, de 5 de setembro de 2022. Isso significa que expressões como “NR 26 atualizada 2026” normalmente se referem à consulta da norma em 2026, e não à existência de uma nova versão publicada nesse ano.

Para aplicar a norma corretamente, não basta espalhar placas ou memorizar significados de cores. A empresa precisa relacionar a comunicação visual aos perigos reais da atividade, seguir as normas técnicas oficiais, manter rótulos e fichas de segurança adequados e treinar os trabalhadores para interpretar essas informações e agir em situações de emergência.

O que é a NR 26 e qual a sua importância na segurança do trabalho?

A NR 26 é a Norma Regulamentadora de Sinalização de Segurança. Seu objetivo oficial é estabelecer medidas de sinalização e identificação de segurança nos locais de trabalho. O campo de aplicação alcança os estabelecimentos ou locais de trabalho sujeitos às regras de Segurança e Saúde no Trabalho.

A importância da norma está em tornar a informação de perigo mais rápida, uniforme e compreensível. Cores, rótulos, pictogramas, palavras de advertência e fichas com dados de segurança ajudam o trabalhador a reconhecer o que está diante dele, quais cuidados são necessários e como reagir quando ocorre um vazamento, contato indevido, incêndio ou outra emergência relacionada ao processo.

Essa comunicação é especialmente relevante em indústrias, laboratórios, oficinas, armazéns, hospitais, canteiros de obras e outros ambientes nos quais existem máquinas, tubulações, áreas restritas ou produtos químicos.

Entretanto, a NR 26 deixa claro que a utilização de cores não substitui outras medidas de prevenção. A sinalização é uma camada de proteção e precisa trabalhar junto com controles de engenharia, procedimentos, equipamentos de proteção, manutenção, organização do trabalho e capacitação.

Qual é a relação entre a NR 26 e a prevenção de acidentes?

A relação está na redução de ambiguidades. Quando a comunicação de segurança segue critérios técnicos e é conhecida pelos trabalhadores, diminui a chance de uma pessoa entrar em uma área restrita sem perceber o risco, manipular um produto sem consultar as precauções ou agir de maneira incompatível com o perigo indicado no rótulo.

Por outro lado, uma placa isolada não corrige um processo inseguro. Se o aviso estiver obstruído, se o rótulo não corresponder ao conteúdo da embalagem, se a ficha estiver inacessível ou se a equipe não compreender os pictogramas, a comunicação perde sua função. Por isso, a aplicação efetiva da NR 26 depende de coerência entre o que é mostrado, o perigo existente e o comportamento esperado.

O que a NR 26 determina atualmente?

O texto vigente é curto, mas reúne obrigações de alto impacto operacional. Ele está organizado em objetivo, campo de aplicação, sinalização por cor, identificação de produtos químicos e informações e treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho.

Parte da NR 26Exigência centralAplicação prática
Objetivo e campo de aplicaçãoEstabelecer medidas de sinalização e identificação de segurança nos locais de trabalho.Definir onde a norma interfere na comunicação dos perigos da organização.
Sinalização por corAdotar cores para indicar e advertir sobre perigos e riscos, conforme normas técnicas oficiais.Identificar equipamentos, delimitar áreas, sinalizar tubulações e advertir sobre riscos.
Classificação de produtos químicosClassificar os perigos segundo os critérios do GHS.Determinar quais elementos de perigo precisam aparecer no rótulo e na documentação.
Rotulagem preventivaComunicar identificação, pictogramas, advertências, perigos e precauções.Permitir que o trabalhador reconheça o produto e as medidas de segurança antes do uso.
Ficha com dados de segurançaElaborar e disponibilizar a FDS nos casos previstos na norma.Oferecer informações detalhadas para manuseio, armazenamento, resposta a emergências e outras decisões de segurança.
Informação e treinamentoGarantir acesso às fichas e capacitar os trabalhadores sobre perigos, riscos e medidas preventivas.Transformar a informação técnica em conduta segura durante a rotina e as emergências.

A norma deve ser lida junto com as demais NRs aplicáveis, o gerenciamento de riscos da organização e as normas técnicas oficiais. Ela não oferece uma solução visual pronta para qualquer ambiente: a sinalização precisa corresponder ao processo, aos produtos utilizados e aos perigos identificados.

Quando e por que a NR 26 foi criada?

A NR 26 foi publicada originalmente pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978, junto com o conjunto inicial de Normas Regulamentadoras. A criação respondeu à necessidade de organizar a comunicação de segurança nos ambientes profissionais, incluindo a identificação de equipamentos, áreas, tubulações e produtos perigosos.

Ao longo do tempo, a norma foi atualizada para acompanhar mudanças na comunicação de perigos químicos e aproximar o Brasil de critérios internacionais. A consulta ao histórico oficial e ao texto consolidado evita que a empresa trabalhe com tabelas antigas ou materiais que misturam versões diferentes da NR.

Quais foram as principais atualizações da NR 26?

O texto consolidado registra alterações em 2011, 2015 e 2022. Em 2011, a norma passou a exigir a classificação dos produtos químicos segundo o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, o GHS, além de reformular as regras de rotulagem e de ficha de segurança. Em 2015, foi incluída a dispensa de determinadas obrigações de rotulagem preventiva para saneantes notificados ou registrados na Anvisa, que seguem as regras da própria agência.

A redação atual foi dada pela Portaria MTP nº 2.770/2022. Ela organiza o conteúdo e utiliza a expressão “ficha com dados de segurança”, alinhada à nomenclatura técnica atual. Até a data desta atualização editorial, o arquivo oficial disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego continua identificado como “NR 26 atualizada 2022”.

Como a NR 26 trata as cores da sinalização de segurança?

A NR 26 determina que sejam adotadas cores para a comunicação de segurança, a fim de indicar e advertir sobre perigos e riscos. Essas cores podem ser usadas para identificar equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações destinadas à condução de líquidos e gases e advertir contra riscos.

O ponto mais importante é que a redação vigente não apresenta uma tabela completa dizendo o significado de cada cor. O item 26.3.2 estabelece que as cores utilizadas devem atender às normas técnicas oficiais. Por isso, é incorreto atribuir automaticamente à própria NR 26 uma lista fechada de significados para vermelho, amarelo, laranja, azul, verde, branco ou outras cores.

Vermelho, amarelo, laranja, azul e verde: onde confirmar o significado?

O significado correto depende do objeto sinalizado, da norma técnica aplicável e do contexto. Uma cor usada em tubulação não deve ser interpretada automaticamente da mesma maneira que uma cor utilizada em uma placa, em uma demarcação de piso ou em um equipamento de combate a incêndio.

Para compreender tipos de placas, formas, cores e aplicações visuais, consulte o guia sobre placas de sinalização de segurança no trabalho. Quando o assunto for incêndio, rotas e saídas, a análise deve considerar também as regras específicas de sinalização de emergência contra incêndio e as medidas de prevenção e combate a incêndio.

Por que o uso de cores deve ser reduzido?

A própria NR 26 determina que o uso de cores seja o mais reduzido possível para evitar distração, confusão e fadiga. Isso impede que o ambiente se transforme em um conjunto de avisos concorrentes, no qual nenhuma mensagem realmente se destaca.

A organização deve priorizar sinais necessários, coerentes e posicionados de acordo com a avaliação do risco e com as normas técnicas aplicáveis. Também precisa verificar iluminação, contraste, conservação, obstruções e compreensão pela equipe. O objetivo não é decorar o local, mas comunicar uma ação ou um perigo com clareza.

Quais são os requisitos da NR 26 para produtos químicos?

A identificação de produtos químicos é a parte mais detalhada da NR 26. A norma trata da classificação dos perigos, da rotulagem preventiva, da ficha com dados de segurança e do treinamento dos trabalhadores que utilizam esses produtos no local de trabalho.

No Brasil, os aspectos técnicos de classificação, FDS e rotulagem são desenvolvidos pela ABNT NBR 14725:2023, Versão Corrigida 2:2025, indicada como vigente no catálogo da ABNT. A empresa deve conferir a edição aplicável e avaliar o produto e o uso real antes de elaborar ou aceitar documentos de segurança.

Classificação de produtos químicos pelo GHS

Todo produto químico utilizado no local de trabalho deve ser classificado quanto aos perigos para a segurança e a saúde dos trabalhadores de acordo com os critérios do GHS, sistema desenvolvido no âmbito da Organização das Nações Unidas. O Sistema Globalmente Harmonizado organiza classes de perigo e elementos de comunicação, como rótulos e fichas com dados de segurança.

Classificar um produto significa identificar suas propriedades perigosas com base em critérios técnicos. Isso não é o mesmo que avaliar o risco da tarefa. O perigo é uma característica capaz de causar dano; o risco depende também da exposição, da quantidade, da forma de uso, das condições do ambiente e das medidas de controle existentes.

A NR 26 prevê que a classificação de substâncias perigosas seja baseada em lista de classificação harmonizada ou em ensaios exigidos pelo processo de classificação. Na ausência de lista nacional harmonizada, pode ser usada uma lista internacional. Os aspectos técnicos da classificação devem seguir a norma técnica oficial.

O que deve constar na rotulagem preventiva?

A rotulagem preventiva reúne informações escritas, impressas ou gráficas relativas ao produto químico e deve estar afixada, impressa ou anexada à embalagem. Para produtos classificados como perigosos à segurança e à saúde dos trabalhadores, a NR 26 exige os procedimentos definidos pelo GHS e os seguintes elementos:

  • identificação e composição do produto químico;
  • pictograma ou pictogramas de perigo;
  • palavra de advertência;
  • frases de perigo;
  • frases de precaução;
  • informações suplementares.

Esses elementos precisam corresponder à classificação do produto. A presença de um pictograma não é uma escolha estética: ele representa uma classe ou categoria de perigo e deve ser acompanhado pelos demais componentes de comunicação previstos.

Guia completo sobre a NR 26
A NR 26 visa estabelecer padrões de sinalização de segurança em ambientes profissionais.

Produto não classificado como perigoso também precisa de rótulo?

Sim. O produto químico não classificado como perigoso segundo o GHS deve possuir rotulagem preventiva simplificada. Ela precisa conter, no mínimo, o nome do produto, a informação de que ele não é classificado como perigoso e recomendações de precaução.

A classificação como “não perigoso” não autoriza o uso de recipientes sem identificação. A equipe ainda precisa saber o que há na embalagem e quais cuidados básicos devem ser adotados. Além disso, um uso previsto ou recomendado pode gerar riscos mesmo quando o produto não foi classificado como perigoso, situação que também pode exigir ficha com dados de segurança.

Como a regra se aplica aos saneantes registrados na Anvisa?

Produtos notificados ou registrados como saneantes na Anvisa são dispensados das obrigações de rotulagem preventiva previstas nos subitens 26.4.2.1, 26.4.2.1.1 e 26.4.2.2 da NR 26. Esses produtos devem seguir as regras de rotulagem estabelecidas pela agência sanitária.

A dispensa não significa ausência de controle. A organização continua responsável por avaliar os riscos do uso no local de trabalho, manter as informações necessárias e orientar os trabalhadores conforme as características do produto e da atividade.

O que é a FDS e qual é a relação com a antiga FISPQ?

A FDS é a Ficha com Dados de Segurança do produto químico. A sigla substitui a denominação FISPQ, ainda muito pesquisada e presente em documentos antigos. O fabricante ou, no caso de importação, o fornecedor no mercado nacional deve elaborar e tornar disponível a ficha para todo produto químico classificado como perigoso.

O formato e o conteúdo devem seguir o GHS e a norma técnica oficial. A ficha oferece informações mais completas do que o rótulo e serve de referência para prevenção, armazenamento, manuseio, resposta a emergências e outras decisões técnicas. Para aprofundar o documento, consulte o conteúdo sobre FDS e a antiga FISPQ.

Em misturas, a NR 26 determina que sejam informados o nome e a concentração, ou faixa de concentração, das substâncias que representem perigo para a saúde acima dos valores de corte ou limites previstos pelo GHS, além das substâncias que possuam limites de exposição ocupacional estabelecidos.

A obrigação de elaborar FDS também alcança produto químico não classificado como perigoso quando seus usos previstos ou recomendados puderem originar riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores. Essa regra impede que a análise se limite ao nome comercial ou a uma classificação isolada do contexto de uso.

O que a NR 26 exige sobre informação e treinamento?

A NR 26 atribui à organização o dever de assegurar aos trabalhadores acesso às fichas com dados de segurança dos produtos químicos utilizados no local de trabalho. O acesso precisa ser funcional: a informação deve estar disponível para consulta na rotina e ser conhecida pelas pessoas que podem precisar dela durante uma ocorrência.

Os trabalhadores também devem receber treinamento para compreender a rotulagem preventiva e a FDS. Além da leitura dos documentos, a capacitação deve abordar os perigos, os riscos, as medidas preventivas para o uso seguro e os procedimentos de atuação em emergências com o produto químico.

Qual conteúdo não pode faltar no treinamento relacionado à NR 26?

O conteúdo deve ser conectado aos produtos e às tarefas existentes na empresa. Uma apresentação genérica sobre símbolos pode ajudar na introdução, mas não atende sozinha à necessidade de orientar a atuação segura diante dos perigos reais do processo.

  • como identificar o produto antes de abrir, transferir ou utilizar a embalagem;
  • como interpretar pictogramas, palavras de advertência, frases de perigo e precaução;
  • onde encontrar a FDS e quais informações consultar em cada situação;
  • quais perigos estão associados ao produto e quais riscos surgem na tarefa executada;
  • quais medidas preventivas, procedimentos e equipamentos devem ser utilizados;
  • como comunicar vazamentos, exposições, incêndios e outras emergências;
  • quais ações são permitidas e quais devem ser realizadas apenas por equipe preparada.

A compreensão precisa ser verificada. Perguntas práticas, simulações compatíveis com o risco, demonstrações e análise de situações reais do ambiente ajudam a identificar se a mensagem foi entendida. O foco é a fixação comportamental: o trabalhador deve reconhecer o sinal e saber qual conduta adotar.

Uma ação educativa de segurança no trabalho com dramaturgia, humor e participação pode reforçar a percepção de risco e tornar a comunicação mais memorável. Essa performance educativa deve ser tratada como complemento de conscientização; ela não substitui o treinamento técnico obrigatório, os procedimentos internos nem a capacitação específica exigida por outras Normas Regulamentadoras.

Quem deve aplicar a NR 26 no ambiente de trabalho?

As medidas da NR 26 aplicam-se aos estabelecimentos ou locais de trabalho. A redação não deve ser resumida como uma obrigação genérica para “qualquer pessoa” ou para todo trabalhador autônomo sem considerar o enquadramento legal e as características da atividade.

Dentro da cadeia de responsabilidades, diferentes agentes participam da conformidade. O fabricante ou o fornecedor nacional do produto importado responde pela elaboração e disponibilização da FDS nos casos previstos. A organização que utiliza o produto deve garantir acesso às fichas e treinamento aos trabalhadores. As áreas responsáveis por SST, produção, compras, armazenamento, manutenção e emergência precisam atuar de maneira coordenada.

Quais são as responsabilidades práticas da organização?

Além de comprar placas e etiquetas, a organização precisa manter um sistema coerente de comunicação de perigos. Isso envolve conferir documentos recebidos, impedir o uso de embalagens sem identificação, disponibilizar informações atualizadas, corrigir sinais deteriorados e revisar a sinalização quando houver mudança no processo.

  • identificar áreas, equipamentos, tubulações e produtos que demandam comunicação de segurança;
  • usar normas técnicas oficiais para definir cores, formatos e elementos aplicáveis;
  • controlar rótulos e FDS durante compra, recebimento, armazenamento e uso;
  • assegurar que trabalhadores e equipes de emergência encontrem as informações necessárias;
  • treinar de acordo com os perigos dos produtos e as situações reais de exposição;
  • inspecionar conservação, visibilidade, coerência e compreensão da sinalização.

Como implementar a NR 26 na empresa?

A implementação deve começar pelo conhecimento do ambiente e dos produtos utilizados, não pela escolha de um modelo de placa. A sequência abaixo organiza o trabalho e reduz o risco de criar uma sinalização visualmente bonita, mas desconectada dos perigos existentes.

1. Mapear perigos, produtos e pontos de comunicação

Levante os produtos químicos, máquinas, tubulações, áreas de circulação, locais restritos, equipamentos de emergência e situações que exigem advertência. Cruze esse inventário com a avaliação de riscos e com o Programa de Gerenciamento de Riscos, quando aplicável.

O mapeamento deve considerar a rotina real. Observe deslocamentos, mudanças de turno, atividades de terceiros, manutenção, limpeza, recebimento de materiais e condições anormais. Pontos cegos e barreiras de visualização podem tornar ineficaz uma sinalização tecnicamente correta.

2. Definir o referencial técnico aplicável

Identifique quais normas técnicas oficiais e quais NRs complementares regulam cada situação. A NR 26 encaminha a definição das cores para normas técnicas, e a identificação química depende dos critérios do GHS e da ABNT NBR 14725 vigente.

Evite tabelas sem data, cartazes reproduzidos de fontes desconhecidas e materiais que não indicam a norma de origem. O mesmo cuidado vale para arquivos de treinamento antigos: uma apresentação pode continuar visualmente atraente e, ainda assim, conter terminologia ou regras superadas.

3. Revisar rótulos, FDS e identificação interna

Confira se o nome do produto, o rótulo e a FDS correspondem ao material efetivamente recebido. Verifique se as fichas estão disponíveis, se o fornecedor está identificado e se as informações técnicas são compatíveis entre si.

Produtos transferidos para outros recipientes exigem controle rigoroso para que não surjam embalagens sem identificação ou com rótulo de outro conteúdo. A solução deve seguir a norma técnica e o procedimento da organização; improvisar abreviações ou usar apenas a cor do líquido não oferece comunicação confiável.

4. Instalar e manter a sinalização

A posição deve permitir leitura antes que a pessoa entre na situação de perigo. Altura, distância, iluminação, contraste, tamanho, resistência do material e interferências visuais precisam ser avaliados conforme o ambiente e a norma aplicável.

Áreas externas podem exigir materiais resistentes à radiação solar, chuva, poeira ou agentes químicos. Em áreas internas, placas e demarcações continuam precisando de contraste, limpeza e visibilidade. A manutenção deve retirar sinais desbotados, danificados, contraditórios ou que já não correspondem ao processo.

5. Treinar, testar a compreensão e atualizar

Apresente a comunicação utilizada na própria empresa e mostre onde estão os documentos e recursos de emergência. Depois, verifique se os trabalhadores conseguem localizar a FDS, interpretar o rótulo, reconhecer o perigo e explicar a conduta esperada.

Revise o sistema quando houver produto novo, mudança de processo, alteração de layout, ocorrência, desvio identificado, documento atualizado ou dificuldade de compreensão. A NR 26 deve acompanhar a operação; não é uma adequação feita uma única vez.

Como a NR 26 se relaciona com outras normas de segurança?

A NR 26 não atua isoladamente. Ela organiza a comunicação visual e química, enquanto outras Normas Regulamentadoras estabelecem medidas de prevenção para atividades, instalações e perigos específicos. A sinalização deve refletir esses requisitos, e não substituí-los.

NR 26 e NR 1: gerenciamento de riscos

A NR 1 estrutura o gerenciamento de riscos ocupacionais e as regras gerais de capacitação. A avaliação dos perigos ajuda a definir onde a comunicação de segurança é necessária, qual mensagem deve ser priorizada e quais medidas precisam existir além da placa ou do rótulo.

NR 26 e NR 20: inflamáveis e combustíveis

A NR 20 estabelece requisitos específicos para atividades com inflamáveis e combustíveis. A NR 26 contribui para a identificação e comunicação dos perigos, especialmente por meio da classificação, da rotulagem e da FDS, mas não substitui os controles técnicos, os planos e as capacitações previstos na NR 20.

NR 26 e NR 18: construção civil

A NR 18 contém requisitos de segurança e saúde para a indústria da construção. Em canteiros, a comunicação visual precisa considerar circulação, áreas de risco, equipamentos, produtos químicos e mudanças frequentes de layout. A NR 26 oferece a base geral para cores e identificação química, enquanto a NR 18 disciplina o contexto da obra.

NR 26 e NR 23: proteção contra incêndios

A NR 23 e as normas técnicas aplicáveis tratam da proteção contra incêndios, das saídas e da comunicação de emergência. A NR 26 não deve ser usada isoladamente para afirmar cores, formatos ou posições de placas de saída. Cada sistema precisa seguir seu referencial próprio e permanecer integrado ao plano de emergência da organização.

Para uma visão do conjunto, o conteúdo sobre Normas Regulamentadoras de segurança do trabalho ajuda a localizar a função de cada NR sem concentrar todos os requisitos em uma única página.

Quais são os principais erros na implementação da NR 26?

Os desafios mais comuns surgem quando a empresa trata a sinalização como uma tarefa gráfica separada da gestão de riscos. A correção depende de participação técnica, controle documental, treinamento e inspeções periódicas.

Usar cores como única medida de prevenção

Uma faixa no piso ou uma placa de advertência não elimina o perigo. Se existe risco de contato, queda, esmagamento, incêndio ou exposição química, a organização precisa adotar controles adequados. A sinalização informa e reforça a prevenção, mas não substitui barreiras, enclausuramento, ventilação, manutenção, procedimento ou EPI.

Misturar padrões ou usar materiais sem referência

Cores e símbolos escolhidos por preferência interna podem criar interpretações conflitantes. O problema também aparece quando setores diferentes compram placas de fornecedores distintos sem uma especificação comum. A padronização deve partir das normas técnicas aplicáveis e ser mantida em toda a organização.

Manter rótulos e fichas desatualizados

Alteração de fornecedor, fórmula, classificação ou edição da norma técnica pode exigir revisão documental. A empresa deve controlar as versões recebidas e impedir que a equipe consulte fichas de outro produto ou materiais antigos que não correspondem à embalagem em uso.

Treinar sem relacionar o conteúdo à atividade

Memorizar nomes de pictogramas não garante uma resposta segura. O trabalhador precisa conectar o símbolo ao produto, à tarefa, às medidas de controle e ao procedimento de emergência da empresa. A formação deve usar exemplos reais do ambiente sem expor a equipe a situações perigosas.

Ignorar resistência e falhas de compreensão

Mudanças de rótulo, fluxo ou sinalização podem ser rejeitadas quando a equipe não entende a razão da alteração. Explicar o perigo, ouvir dificuldades e demonstrar a conduta correta ajuda a transformar a norma em prática. A CIPA, lideranças e profissionais de SST podem apoiar essa comunicação dentro de suas atribuições.

Criar excesso de avisos e poluição visual

Quando tudo recebe a mesma intensidade visual, a mensagem prioritária desaparece. A NR 26 orienta reduzir o uso de cores justamente para evitar distração, confusão e fadiga. A auditoria deve retirar sinais duplicados, obsoletos ou sem função e manter os avisos essenciais em boas condições.

Dúvidas frequentes sobre a NR 26

As perguntas abaixo tratam de lacunas práticas que costumam permanecer mesmo após a leitura dos requisitos centrais da norma.

Onde baixar a NR 26 atualizada em PDF?

O arquivo deve ser consultado no portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego. A página da NR 26 atualizada em PDF apresenta o texto consolidado e as portarias que alteraram a norma.

A NR 26 define carga horária ou validade para o treinamento?

Não. O texto da NR 26 não estabelece uma carga horária fixa, uma periodicidade única nem um prazo específico de validade. Ele determina o conteúdo essencial: compreensão da rotulagem e da FDS, perigos, riscos, medidas preventivas, uso seguro e procedimentos de emergência. A organização deve compatibilizar a capacitação com os riscos da atividade e com as demais normas aplicáveis.

Quem pode ministrar o treinamento da NR 26?

A NR 26 não indica uma profissão exclusiva para ministrar esse conteúdo. A organização deve selecionar pessoa com conhecimento compatível com os produtos, perigos, medidas de controle e procedimentos internos, observando também as regras gerais de capacitação e os requisitos de outras NRs que incidam sobre a atividade.

Uma palestra sobre segurança substitui o treinamento obrigatório?

Não. Palestras, teatro, música e dinâmicas podem aumentar o engajamento e reforçar mensagens de prevenção, mas não substituem a capacitação que precisa ensinar o trabalhador a interpretar documentos, reconhecer os perigos do produto utilizado e executar os procedimentos definidos pela empresa.

Qual é a diferença entre FDS e FISPQ?

FDS é a nomenclatura atual para Ficha com Dados de Segurança. FISPQ é a sigla antiga de Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos. Documentos e buscas ainda usam FISPQ, mas a organização deve conferir se a ficha recebida atende à ABNT NBR 14725 vigente e corresponde ao produto utilizado.

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